Relacionamentos

Modern Psychology

A vaidade como “virtude”…

Durante a minha vida aprendi algo bastante importante, e com alguma dor e tristeza percebi que a vaidade é vista como uma virtude na nossa sociedade. Uma falsa virtude! Uma “virtude” de pequenez que camufla um ego carregado de arrogância e insegurança, uma “virtude” que esconde a cobardia contida por detrás da “alegria de viver e realizar sonhos”.

Especificando e direccionando este pensamento para os relacionamentos amorosos, concluo dos clientes que acompanho, das histórias mais ou menos próximas que oiço todos os dias, que as pessoas quando se veem no “fundo do abismo” desistem, trocam, “largam” – como está na moda dizer “larga o que te faz mal”.
Ora, as pessoas tem noção do que isto quer dizer?
Será que tomam estas palavras de forma séria e reflectiva ou, pelo contrário, tomam estas palavras de forma leviana e como desculpa para os seus próprios “falhanços”?

Hoje em dia já não se conciliam as relações, troca-se! Afinal é mais fácil “mudar de ares” do que parar para reflectir em diversos pontos – existem muitos pontos a explorar (É uma reflexão que faz parte de um processo comprometido, sério, honesto e sincero).
Hoje em dia troca-se a pessoa que se ama por outra pessoa. Muitas vezes é isto que acontece! Por outras palavras, troca-se a dor do desgaste pela vaidade da novidade! Interessante, não acham? … (o que as pessoas se esquecem é que o desgaste acontecerá novamente caso decidam manter a mesma postura, a mesma atitude de um anterior relacionamento…).

Bom, ao trocar alguém, rapidamente a pessoa fica com a sensação de que está mais interessante, mais bonita, mais “preenchida”, digamos assim. Acontece que esse “preenchimento” se esbate mais ou menos num espaço de tempo, lá mais á frente. E o que acontece? O mesmo que já aconteceu anteriormente. Aqui se encontra um processo de ciclo repetitivo. Talvez seja a altura da pessoa parar, reflectir, adquirir novas soluções próprias em vez das soluções em massa da actualidade, a moda do “larga o que te faz mal”!

Talvez adquirir uma nova solução do “aprende a colocar-te no lugar do outro”, de forma a compreender o que o outro está a sentir para podermos ajudar. Afinal, um relacionamento amoroso passa ou não por um apoiar de um crescimento mútuo?
Então qual o motivo por que se troca ao fim de anos de vitórias e derrotas, de quedas e de saltos por cima de obstáculos? Desgaste é um dos motivos! Então como contornar o desgaste? Simples! Reinvenção pessoal e relacional!
Um processo de Coaching é uma óptima solução para adquirir novos insights, onde parece que “já se tentou de tudo”…

Muitas vezes, as pessoas não tem a humildade de aceitar que a pessoa anterior lhe mostrou o quanto estava decaindo, que precisava de novas atitudes, de se reinventar, tal como no início da relação. Então a melhor forma de fuga é “largar o que faz mal”…
Daí que a nossa sociedade adquiriu como positiva e tornou moda uma característica. A vaidade como virtude…